segunda-feira, outubro 07, 2013

O Iluminado (King vs. Kubrick)

Falou "O Iluminado" a grande maioria das pessoas já pensam no Kubrick. Por incrível que pareça: o filme é baseado no livro de Stephen King (sim, muita gente não sabe que tem o livro… O mesmo com Laranja Mecânica). Isso porque Kubrick é Kubrick, sinônimo de polêmica. Acho que as pessoas ficam tão assustadas pós-filme que nem pesquisam para saber se existe um livro ou não, haha. A lista é gigantesca: pedofilia em Lolita, estupro e violência desmedida (com músicas clássicas) em Laranja Mecânica, filosofia e misticismo incompreensíveis em 2001: Uma Odisséia No Espaço, crônica erôtica em De Olhos Bem Fechados, etc… Um de seus filmes mais polêmicos (quanto à divisão do público, principalmente) é O Iluminado.



Por que? Pelo tratamento que Kubrick deu ao filme. O livro (de Stephan Kinh) já havia vendido milhares de cópias e satisfeito seu público com uma atmosfera aterrorizante, Kubrick já teria seu filme estruturado antecipadamente por uma platéia que estava implorando por sustos e arrepios. Porém, o diretor ficou preso nas histórias dos demônio do hotel Overlock e esqueceu de muita coisa importante (talvez, por isso, muitas pessoas não compreendem o final do filme, ou o filme inteiro).

Na verdade, o filme dividiu seu público entre fãs de Stanley Kubrick e fãs de Stephen King. Quem era pró-Kubrick, falou sobretudo na técnica do mestre ao contar a história. Os pró-King disseram que o filme cortou partes essenciais da trama e ficou muito enigmático e nem sempre claro o tema. E estes têm razão. Aparentemente, Kubrick não estava nem aí para a questão do "iluminado" do título. No livro, diz-se que o hotel, uma entidade do Mal, queria se apoderar da capacidade paranormal de Danny, o menino da história (isso é pouco explicado no filme). Também Jack, no livro, é um alcoólatra que está se recuperando. O hotel aproveita-se disso para dominar sua mente. No filme não se fala disso, o que faz a frase de Jack – “Daria qualquer coisa por um drinque” – uma espécie de oferenda de sua alma para o Mal, sem efeito para quem não conhece o livro

O que King pensa sobre tudo isso? 

O autor diz que não gostou da versão do diretor Stanley Kubrick para O Iluminado.

"(O filme) É muito frio. Eu não sou uma pessoa fria. Acho que uma das coisas que as pessoas gostam nos meus livros é que há uma proximidade, algo que diz ao leitor 'quero que você seja parte disso. E com O Iluminado de Kubrick era como (os personagens) fossem formigas em uma fazenda, pequenos insetos fazendo coisas interessantes."

Ele também fez críticas às performances de Jack Nicholson, que interpreta Jack Torrance, e Shelley Duvall, que interpretou sua esposa Wendy.

"O Jack Torrance do filme parece louco desde o início. Eu tinha visto todos os filmes de motoqueiro de Jack Nicholson nos anos 60 e achei que ele estava só trazendo de volta o personagem. Já Shelley Duvall como Wendy é um dos personagens mais misóginos já colocados em um filme. Ela basicamente está lá para gritar e ser burra, e essa não é a mulher sobre a qual eu escrevi."

O escritor revelou que o personagem de Jack Torrance é o mais autobiográfico que ele já escreveu.

"Quando eu escrevi o livro eu estava bebendo muito. Eu não me enxergava como um alcoólatra, mas os alcoólatras nunca se enxergam assim. Então eu o via como um personagem heroico que estava lutando sozinho contra seus demônios, como os 'homens americanos fortes' devem fazer."  

(Curiosidades) Algumas supostas revelações sobre o filme O Iluminado:  


- Kubrick "confessa" em O Iluminado que ajudou o governo americano a encenar o pouso na Lua, em 1969. A alucinação de Jack Torrence seria a do próprio diretor consumido pela culpa. Outras pistas seriam o emblema da nave Apollo 11 no blusão do garoto Danny e elementos decorativos com formas de foguete. O quarto 237 (o número foi ideia de Kubrick) seria referência à distância de 237 mil milhas entre a Terra e a Lua. O "Room N 237" escrito na chave remeteria a "Moon Room 237", o "quarto da lua 237", referência ao estúdio onde foi produzido o falso pouso lunar, com sobras do clássico 2001 – Uma Odisseia no Espaço.

- No YouTube tem um documentário do filme (The Shining Code) onde é explicado os significados por trás da obra de Kubrick. 

Se isso é verdade ou não: ninguém sabe. 

(Fontes: RevistaCult, Zerohora)

quinta-feira, julho 12, 2012

Música: Os Mutantes


"Os Mutantes é uma banda brasileira de rock psicodélico formada durante o Tropicalismo no ano de 1966, em São Paulo, por Arnaldo Baptista (baixo, teclado, vocais), Rita Lee (vocais) e Sérgio Dias (guitarra, baixo, vocais). Também participaram do grupo Liminha (baixista) e Dinho Leme (bateria). A banda é considerada um dos principais grupos do rock brasileiro. Além do inovador uso de feedback, distorção e truques de estúdio de todos os tipos, os Mutantes foram os pioneiros na mescla do rock and roll com elementos musicais e temáticos brasileiros."  

Os Mutantes é o álbum de estréia da banda,
lançado em LP em junho de 1968. 
Os Mutantes surgiram em um momento importante ao mesmo tempo complicado da história da música brasileira – e da história social e política do país. A banda que surgiu junto com movimento da Tropicália em meados da década de 60, não só foram importantes para a música brasileira, como também marca a história da música mundial. Um dos grupos brasileiros mais conhecido no exterior, que levam o ritmo do país às músicas do Beck a of Montreal. Conseguiram seu espaço desafiando a estética e os ouvidos da música, admirados por Kurt Cobain e Devendra Banhart.




quarta-feira, abril 25, 2012

Dark Side of the Rainbow

Após um tornado em Kansas, Dorothy chega à terra de Oz, um lugar fantástico, onde as coisas são bonitas e mágicas. Apesar disso, seu maior desejo é retornar para casa, mas tem de encontrar o mágico para ajudá-la.  A história de O Mágico de Oz (1939) ter uma relação entre o o disco The Dark Side of The Moon já é velha, mas não podia deixar de comentar. 


Dark Side of the Rainbow é o nome dado ao efeito criado ao tocar o álbum conceitual do Pink Floyd The Dark Side of the Moon de 1973 simultaneamente com o filme O Mágico de Oz. O efeito consiste no fato de que há diversos momentos em que uma obra corresponde a outra, seja por parte das letras das músicas ou pela sincronia áudio-visual. A lenda é antiga, e a banda sempre negou ter baseado as composições de seu mais famoso trabalho no clássico de Hollywood. Mas muitos fãs da banda - e do filme estrelado pela jovem Judy Garland - juram que a sincronia é tão grande que simplesmente não pode ser obra do acaso.

  • Durante a faixa "Breathe", quando a letra diz "dig that hole..." ("cave aquele buraco"), o ajudante da fazenda (Ray Bolger, que também faz o papel do Espantalho) aponta para o chão como se mandasse Dorothy (Judy Garland) cavar um buraco.
  • No início da música "Time", barulhos de despertadores e relógios começam exatamente no momento em que Mrs. Gulch, a personagem de Margaret Hamilton (que também faz o papel da Bruxa Má), está andando de bicicleta, e param no momento em que ela desce da bicicleta. O barulho se assemelha ao som que a bicicleta faria ao correr pela estrada, e se encaixa perfeitamente à cena.
  • Durante o solo de guitarra de "Time", as palavras "Passado, Presente e Futuro" são vistas em um cartaz na porta da casa do Professor Marvel (Frank Morgan, que também faz o papel do Mágico de Oz).
  • Durante toda a cena do furacão, a sincronia entre a música e o filme é a mais impressionante entre todas as coincidências. No momento em que Dorothy bate a cabeça na janela e desmaia, a música se torna mais calma e suave, acompanhando seu sonho. O nome da música que toca durante quase toda a cena é "The Great Gig in the Sky".
  • O barulhinho de moedas que faz parte do início de "Money" começa exatamente na hora em que Dorothy chega à Terra dos Munchkins, através da estrada de tijolos amarelos.
  • No início de "Us and Them" (nós e eles - seriam humanos e munchkins?), vozes misturadas podem ser ouvidas e algumas vezes dá a impressão de que são os Munchkins falando.
  • Dorothy tenta ouvir o coração do Homem de Lata (Jack Haley) enquanto batidas de coração soam no final do álbum.
  • No momento em que Dorothy acorda e percebe que voltou para casa, ouve-se a letra "Home, home again...", da faixa "Breathe Reprise".
Este vídeo mostra o perfeito sincronismo entre o Filme Mágico de OZ e o disco Dark Side of the Moon http://vimeo.com/333721



sábado, abril 21, 2012

Polaroid Corporation

Andy Warhol Polaroids
A fotografia Polaroid surgiu em 1947 com Edwin H. Land que lançou nos Estados Unidos a câmera que se obtinha a imagem em um minuto, tempo que foi reduzido posteriormente para 10 segundos. Já em 1963 a Polaroid lançou nos EUA a câmera Polaroid XS-70 que revelava a imagem colorida em segundos. Espécie de avô das máquinas digitais, esse equipamento se transformou em objeto cult na década de 1970 graças ao artista pop americano Andy Warhol – foi com uma Polaroid que ele clicou, entre outros, Pelé, Mohammed Ali, Liza Minelli, Arnold Schwarzenegger e Jane Fonda. 
Foi o capricho de uma menina, em 1944, que mudou o rumo da história da fotografia. A filha de Edwin Land, o criador das câmeras Polaroid, queixava-se de que no verão tinha de esperar muitos dias para ver as fotos das férias. A invenção não demorou. "Foi como se todo o nosso trabalho até então tivesse sido apenas uma preparação para conseguir o processo de uma fotografia seca em um só passo", escreveu  Land.

Polaroid faliu em 2008 com a chegada da câmera digital e sua licença foi comprada em maio de 2009 por US$ 87,6 milhões. A expectativa, segundo o jornal espanhol "El País", é que a nova Polaroid chegue às lojas em 2010 com modelos analógicos e digitais. Em 2010 a Polaroid firmou parceria com Lady Gaga, que será a designer dos novos modelos, previstos para lançamento comercial ainda em 2010. A agora proprietária da tecnologia Polaroid também irá fabricar cartuchos para as antigas máquinas. Sem esperanças muita gente vendeu sua Polaroid no e-bay e sites do tipo. Colecionadores que se cuidem! Agora os velhos e novos donos podem tirar suas câmeras do armário.

sexta-feira, abril 13, 2012

Música: The Mamas & the Papas



The Mamas & the Papas foi um grupo vocal formado em Nova Iorque, Estados Unidos, nos anos 1960, por John Phillips (responsável pelas composições do grupo), Michelle Phillips, 'Mama' Cass Elliot e Denny Doherty. Entre 1966 e 1968 alcançaram retumbantes sucessos nas paradas de todo o mundo com canções como “Monday, Monday” e "California Dreamin'", até hoje suas canções mais conhecidas. O The Mamas & The Papas foi uma das únicas bandas norte-americanas a conseguir manter o sucesso e rivalizar com a Invasão Britânica. 
O grupo gravou e se apresentou de 1965 a 1968, lançando cinco álbuns e emplacando dez sucessos entre os compactos mais vendidos. O nome The Mamas & The Papas surgiu inspirado por um programa de televisão, em que seus integrantes assistiam a uma entrevista com alguns Hell's Angels e um deles disse que chamavam suas mulheres de 'mammas', o que bastou para que Cass e Michelle quisessem ser 'mammas' também, sobrando então para John e Denny serem os 'papas'. Em 1966, o grupo lançou seu primeiro álbum If You Can Believe Your Eyes and Ears que trazia dois dos seus maiores sucessos, "California Dreamin" e "Monday, Monday" e atingiu o primeiro lugar nas paradas americanas. Em 2003, a revista especializada em música Rolling Stone listou este álbum na 127ª posição entre os 500 melhores de todos os tempos. 


terça-feira, abril 03, 2012

Filmes cultuados pela geração 80

Clube dos Cinco (1985) 


Um dos filmes mais lembrados pela geração 80. Dirigido por John Hughes estrelado por Emilio Estevez, Judd Nelson e Molly Ringwald - a queridinha do diretor. Diferente das comédias habituais de Hughes, este é dramático e conta a história de cinco estudantes aparentemente diferentes que são forçados a passar um dia de castigo na escola. Como punição, tinham que escrever uma redação de mil (!) palavras sobre o que cada um pensava de si mesmo. Com isso, o grupo acaba se conhecendo melhor e dividindo seus dramas pessoais.
::: John Hughes participa do filme. Ele interpreta o pai de Brian.

"Caro Sr. Vernon, aceitamos o fato de que nós tivemos que sacrificar um sábado inteiro na detenção, pelo que fizemos de errado, mas acho que você está louco por nos fazer escrever um texto dizendo o que nós pensamos de nós mesmos. Você nos enxerga como você deseja nos enxergar. Em termos mais simples e com as definições mais convenientes. Mas o que descobrimos é que cada um de nós é um cérebro." 

A garota de rosa shocking (1986) 


Estrelado por Molly Ringwald, uma das queridinhas da década, o filme tem uma história aparentemente fraca, mas fez sucesso nos anos 80: Andie Walsh é uma menina pobre que estuda em colégio de ricos, quer ter um vestido especial para ir ao baile e conquistar o bonitão da escola. O nome da produção é inspirado no vestido rosa-Barbie de sua mãe, cheio de rendas e babados, cafonérrimo e antigo. Molly reforma a roupa porque não tem dinheiro para comprar uma nova para o baile. 
::: A garota de rosa-shocking foi filmado na mesma escola de Los Angeles em que Grease foi rodado.
::: O filme foi dedicado a Alexa Kenin, que no filme interpreta a personagem Jena. Ela foi assassinada em Nova York, pouco antes do lançamento do longa. 

  • O primeiro ano do resto de nossas vidas (1985)
  • Gatinhas e Gatões (1984)
  • Curtindo a vida adoidado (1986)
  • Poltergeist - O fenômeno (1982)
  • A hora do espanto (1985)
  • Brinquedo assassino (1988)
  • Os intocáveis (1987)
  • Top Gun - Ases indomáveis (1986)
  • Batman (1989)

        [...]

Eu particularmente a-m-o filmes dos anos 80 (não só pela trilha sonora, as roupas, mas também pela essência). A maioria me lembra a Sessão Da Tarde na Globo. Quando eu faltava da escola e podia ficar em casa assistindo "A Lagoa Azul (1980)" e filmes das gêmeas Olsen. Melhor época! 


segunda-feira, abril 02, 2012

Studio 54



Ficava no número 254 da rua 54 Oeste, em Manhattan, e já tinha sido um teatro e um estúdio de televisão. Seu período glorioso durou um par de anos - o bastante para que a lenda fosse criada. Os empresários Steve Rubell e Ian Schrager herdaram o projeto de Uva Harden, quando a ex-modelo se viu sem dinheiro para continuar seu ambicioso projeto de transformar o local uma superdiscoteca. A futura promoter Carmen D'Alessio foi intermediária, trazendo os dois donos do clube Enchanted Gardens, em Queens, para Manhattan, e dando-lhes carta branca. A inauguração, no dia 26 de abril de 1977, foi um glamoroso caus. Bianca Jagger, Liza Minnelli, Brooke Shields, Cher, Margaux Hemingway e Donald Trump arrasaram na pista, mas Mick Jagger e Frank Sinatra não conseguiram entrar, tamanho era o tumulto na porta. A festa de Bianca, pouco depois, coroou o Studio 54 como "O" lugar para ser visto. 

Sabe aqueles filmes americanos em que um casal chega em uma festa, há uma fila de gente “comum” esperando e esse casal entra direto, passando à frente de todo mundo? Na Studio 54 era assim. Ou quase, porque a multidão, enlouquecida, tinha sempre que ser contida por um monte de seguranças. O dinheiro não comprava “ingressos” na 54. Pelo menos não diretamente. As festas na boate foram famosas pela liberdade sexual (incluindo-se sexo em grupo), abuso de drogas (não só as “convencionais”, mas até o “gás do riso” foi inalado por lá - just for fun), hedonismo, etc. Enfim, tudo o que era possível haver na Era pré-aids, era possível fazer dentro da boate. "Tudo o que eu quero é que as pessoas se liguem e se divirtam", disse Rubell à Rolling Stone. Em dezembro de 1978 agentes do FBI deram uma batida no clube e, em 19 novembro de 1979, Schrager e Rubell começavam a cumprir pena por crimes contra o imposto de renda.
Vale a pena assistir ao filme “Studio 54” para ter noção de mais detalhes sobre a agitação nessa discoteca. Confira também a espetacular trilha sonora de “Last Days Of Disco” (mas não recomendo assistir ao filme – muito ruim - compre o CD). O video clip dos Pet Shop Boys “New York City Boy", lançado em 1999, foi inspirado na agitação da discoteca. No local, atualmente, funciona um teatro (desses típicos da Broadway), que foi reformado, mas manteve intacta a porta principal da Studio 54.