Rico, famoso e excêntrico, por mais de 15 minutos, começa a afastar-se do mercado publicitário. Interessa-se especialmente por art déco e prataria, que passa a comprar em grande escala. O maior gênio mercadológico da pop-art, o homem que mais entendeu a mídia americana conseguiu: muito dinheiro e, para alguns, uma arte das mais importantes do século. Tímido e solteiro, Warhol vivia com a mãe em um luxuoso apartamento em Upper East Side, Nova York. Ele nunca deixou de ir à igreja e confessava-se admirador absoluto da liturgia.
Segundo Warhol "um artista é alguém que produz coisas que ninguém precisa ter, mas que ele, por alguma razão, pensa que seria uma boa idéia oferecer às pessoas".
Entrar na casa de Warhol era como passear por uma loja de doces, podendo escolher tudo o que sempre se desejou comprar, a casa abrigava um acervo de 10 mil objetos reunidos em imensa variedade de peças, pinturas, desenhos, mais de 120 pequenas jóias, entre broches, braceletes e pendentes, 300 relógios, dezenas de portraits, bustos, incluindo um de Degas, estatuetas - entre as quais uma de Renoir, brinquedos, os famosos copos de Ronald Mcdonald, que, ele previa, serem ícones de uma época e valorizados no futuro.
Dentro da Factory, ateliê cuja fantasia era a criação coletiva, quando precisava esvaziar a mente para pintar Andy Warhol ouvia discos de rock no último volume, ligava o rádio para ouvir ópera e deixava a TV ligada sem som tudo ao mesmo tempo.
Domingo: 22 de fevereiro de 1987. Hospital da Universidade de Nova York, Andy Warhol sofre uma parada respiratória fatal, tinha sido operado da vesícula e aparentemente sofreu um ataque cardiopulmonar enquanto dormia. Morto! Vários aproveitadores tentaram imitar o seu estilo, mas não conseguiram chegar nem perto de sua genialidade - até seu irmão começou a pintar depois de sua morte.

Grande artista!
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